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Membros
As Conferências Vicentinas são constituídas por grupos de católicos e integradas por pessoas sem distinção de cor, sexo, classe ou idade, desde que tenham discernimento.
Esses grupos organizam-se na área de diferentes setores comunitários, como a paróquia, o bairro, a universidade, as escolas de todos as graus ou no âmbito de qualquer categoria profissional.
As conferências distinguem-se pelo titulo adotado, que pode ser nome de santo, bem-aventurado, servo de Deus, ou uma invocação católica. Entendem-se Por "invocação católica" as usualmente aceitas pela Igreja católica Apostólica Romana.
Os membros ativos da SSVP, confrades e consócias, denominados vicentinos, são proclamados pelo Presidente em reunião da Conferência, desde que feita a Primeira Eucaristia.
O membro ativo da Sociedade de São Vicente de Paulo que, pela idade, enfermidade ou outra circunstância justificada, não puder freqüentar as reuniões da conferência, nem visitar as assistidos, mas continuar a ela unido em orações, não perde a qualidade de confrade ou consócia.
O número de membros ativos de uma conferência não deve ser muita grande, cabendo recorrer-se a um desmembramento, quando tal fato ocorrer. Nas conferências urbanas, o número ideal é de 12 (doze) a 15 (quinze) membros, admitindo-se maior número deles para as conferências situadas em zonas rurais.
Consideram-se membros auxiliares da SSVP os contribuintes e benfeitores de uma conferência, que não desejam ou não podem ser proclamadas membros ativos.
As Conferências são vinculadas e subordinadas diretamente aos Conselhos Particulares do local em que funcionam e, indiretamente, a todos os Conselhos hierarquicamente superiores.
Em cidades ou em zonas rurais, onde não houver Conselho Particular, a Conferência é vinculada e subordinada diretamente ao Conselho Particular mais próximo, em local de fácil acesso.
Reuniões
As Conferências reúnem-se regularmente, em dia, hora e local previamente escolhidos por seus membros.
As reuniões são semanais, podendo a Conselho Metropolitano da circunscrição estudar e autorizar a adoção de intervalos mais longos para as Conferências rurais.
As reuniões devem ser impregnadas de simplicidade, fraternidade e espiritualidade. Começam e terminam com as orações tradicionais da Sociedade, que se encontram no anexo da Regra da SSVP.
Faz parte integrante da reunião a leitura espiritual ou meditação, devendo ser comentada pelos presentes.
O secretário lê a ata da reunião anterior, sujeita a retificação e a aprovação.
Os confrades e consócias dão conta de sua atividade vicentina, relatam as visitas efetuadas e comunicam as necessidades dos assistidos. A conferência, dentro do espirito de solidariedade cristã, analisa as medidas propostas e estuda as providências aconselháveis, baseando-se na caridade e na justiça, para que sejam eficazes.
Faz-se, em cada reunião, uma coleta secreta que representa o testemunho e a partilha de cada um.
O presidente escala os vicentinos para as visitas domiciliares aos assistidos e para outras missões.
A reunião não deve ser excessivamente demorada, nem tão breve que prejudique o exame consciencioso dos problemas dos assistidos.
É indispensável que ninguém se omita; o valor da reunião da conferência mede-se pela participação efetiva de seus membros ativos.
Sempre que possível, o presidente da Conferência convidará um membro da clero para exercer as funções de Assistente Espiritual, comunicando ao Pároco, ou ao Bispo local a marcha dos trabalhos vicentinos.
Para que a Conferência possa reunir-se, è indispensável, no mínimo, a presença de 3 (três) membros ativos.
A conferência é dirigida por um presidente eleito por maioria de votos, em escrutínio secreto, com mandato por 3 (três) anos, sem direito à reeleição, podendo voltar ao cargo com a interrupção de um mandato.
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