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A vida do Beato Antônio Frederico Ozanam

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Origens
No dia 1º de maio de 1813 era levada à pia batismal, na igreja da Santa Maria dos Servos, em Milão, uma criança do sexo masculino, nascida a 23 de abril; tomou, então, o nome de Antonio Frederico Ozanam, quinto filho de João Antonio Ozanam e Maria Nantas, ali residentes, vindos de Lião, na França, de onde haviam emigrado para conseguir trabalho. João Antonio alcançou isso, primeiro como professor e, depois, como médico.
João Ozanam tinha lutado nos exércitos de Napoleão, chegando a Capitão. Muito valente, certa vez, acompanhado de dois cavalarianos, arrebatou seu pai das mãos dos jacobinos, que o tinham aprisionado e o iam condenar à morte.
Inconformado por se ter Napoleão feito Imperador, abandonou a carreira militar, tentando o comércio, sem êxito, por falta de habilidade. Mudou-se para Milão, conseguindo formar-se em Medicina, chegando a ocupar a chefia clínica do Hospital Militar da cidade.
Quando os franceses abandonaram Milão, João Antonio regressou a Lião, ali impondo-se facilmente, conquistando por concurso o cargo de médico da Santa Casa e alcançando grande clientela.
Apesar dessa posição destacada, ocupava-se com a esposa em socorrer os pobres, visitando-os nos seus casebres e águas furtadas, assim procedendo os dois até muito idosos.
Dos 14 filhos do casal faleceram quase todos na infância, sobrevivendo com Ozanam, Afonso (padre) e Carlos (médico).
O menino Frederico era franzino e doente, o que concorria para aumentar os cuidados que a ele dedicavam sua mãe e sua irmã Elisa, que morreu aos 18 anos. Acometido de tifo, aos seis anos, este à morte, escapando graças à assistência desvelada das duas e a uma promessa a São Francisco de Régis. Essa dedicação recordava Ozanam depois, dizendo "Meus bons pais não me largaram a cabeceira durante 15 dias e 15 noites".
Como conseqüencia das atenções de que era cercado, o menino Ozanam apresentava vez por outra atitudes de rebeldia, de que ele mesmo se acusou, escrevendo mais tarde ter sido, pelos oito anos, "colérico, desobediente, e preguiçoso". Havia nessa confissão algo de exagero, pois, segundo depoimento de seu irmão, padre Afonso, ele era às vezes intratável, mas, "de pureza angélica, impecável sinceridade e cheio de compaixão pelos sofredores, repelindo o mal e acolhendo o bem".
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